sexta-feira, 11 de julho de 2008

Ah! Que saudade...

Prezados amigos, no dia 15 de Julho é aniversário de Juazeiro, cidade que resido e que aprendi a gostar. Para esta data, fui convidado a escrever um artigo para o Jornal Diário da Região, e divulgo abaixo o texto. Espero que gostem.


Ah! Que saudade...

Mário Pires (*)

Natural de Salvador, cheguei a Juazeiro ainda bebê, nos idos de setenta e seis. Sou um filho adotado. Um juazeirense de coração, por que tenho daqui as melhores alegrias e lembranças. E nesses 130 anos, conto um tanto das minhas saudades.

Sob as primeiras reflexões do meu passado, senti a saudade do tempo, ainda criança, com os amigos nadava nas águas do rio São Francisco, atravessando para a Ilha do Country, fazendo disputa de quem chegava primeiro. Lembrei das vezes que ganhei, das que perdi e de todas que me diverti. Ah! Que saudade!

Lembrei de quando, no período Junino, ia para o “pátio da feira” curtir as quadrilhas, ouvir os artistas: Assisão, Amelinha, Alcimar, Sandro Becker cantando em duplo sentido “Selma, sei que tu tem um bichinho”, Clemilda com suas canções engraçadas dizendo “Seu delegado prenda o Tadeu, ele pegou minha imã e...”, Genival Lacerda, entre outros que ficaria pequeno aqui relatar. Ah! Que saudade!

Vem-me à tona também no tempo em que brincava na praça da Bandeira, onde localizava-se o Fórum, correndo pelos jardins, indo e vindo pela Praça Imaculada Conceição, quando na época tinha, no centro da praça, o que chamávamos de ponte, que na realidade era uma passarela sob um pequeno espelho d’água, e corria pela praça a sorrir, cair, chorar, levantar, correr de novo. Sem contar que também ía e vinha da Praça do Jacaré (Aprígio Duarte), onde tinha o bar Ki-sabor e Primavera, atravessando pelo beco do Bar “O Garoto”. Eternos ponto de encontro dos jovens da época. Ah! Que saudade!

Encostar-se ao cais da orla, com suas proteções de tijolos e cimento, todo trabalhado, com estilos de época que caracterizava as riquezas da cultura contemporânea. Ver as crianças se deliciando em mergulhos nas margens do Velho Chico. Assistir a travessia das barquinhas como se fosse algo de outro mundo e sorrir admirado ao vê-la chegar a Petrolina. Ah! Que saudade!

Ainda na orla, no final de tarde e a noite, via os ônibus da empresa São Luiz, com sua frota enfileirada prestes a seguir viagens para Salvador e demais cidades do interior. Logo mais atrás, próximo de onde hoje ficam os bares Bora-bora e Gordo, funcionava o terminal de ônibus coletivo, a sempre Joalina. E os ônibus da época, das duas empresas, lembrando deles agora, me vem o sorriso considerando-os feios e estranhos, mas eram os modelos mais atuais. Ah! Que saudade!

Morava no bairro Country Club, minha família ainda mora lá, e ir ao centro de Juazeiro era como se fossemos ir ao shopping. Pensava: “Nossa fui no centro da cidade”. Dizer aos amigos que tinha ido ao centro, era muito bom. Brincar o carnaval no Country era umas das coisas mais sagradas. Estar com os amigos, dançar o auge do “Deboxe”, com dedinho pra lá e pra cá. Curtir a Banda Mirage, com a loiríssima Marly, arrastando multidões, juntamente com as bandas Ouro e Astral. As músicas tinham mais conteúdo. Ah! Que saudade!

E as pessoas? Naquela época não me parecia ter tanta violência. Podíamos brincar na rua normalmente, chegar mais tarde sem se preocupar tanto. Juazeiro era uma cidade bem mais tranqüila e o tal “desenvolvimento” acabou, literalmente, acabando com essa Paz que existia. Ah! Que saudade!

Politicamente não tenho muito do que falar da época. Era criança e não me envolvia com essas coisas. É, mas eu cresci. E hoje comparando os dois períodos sinto que Juazeiro parecia que iria se tornar uma das melhores cidades do Brasil. Com o tal desenvolvimento as coisas aconteciam fluentemente, mas não sei, ou até sei, onde tudo parou. Enfim, ficamos reféns do tempo. Ah! Que saudade!

É fácil dizer “te amo Juazeiro”. É fácil abraçar as pessoas e dizer “Juazeiro minha terra”. Quando, na verdade, esta terra tem acumulado perdas e sofrimento. Quando na verdade o amor está direcionado a interesses políticos e pessoais. Quando na verdade, o povo iludido, vive à sombra da troca administrativa de um para o outro. Imagino que o prazer de estar no Poder, satisfaça a tantos. E por sentir em minhas lembranças que a época de infância era melhor, e por acreditar que devemos mudar, digo: Ah! Que saudade!

És Juazeiro, em proporção, uma das cidades com mais cadeiras nas Câmaras, estadual e federal, que se unissem forças fariam desta terra abençoada pelas águas mais doces vinda da “Canastra”, um dos melhores lugares pra se viver. Pois se o fosse, teus filhos, Juazeiro, não partiriam daqui para desbravar outras terras. E ficariam aqui para ajudar-te a crescer. Ah! Que saudade, de quando eras olhada com outros olhos.

Nesses seus 130 anos, Juazeiro, muitas declarações de amor surgirão. Muitas palavras de carinho te darão. Reflita! Contemples o teu velho e companheiro “Chico” e busques em teus arquivos as vitorias e derrotas que tivestes. Busque nos sonhos que sonhastes a emoção para tornares ainda mais bela, ainda mais forte, ainda mais desejada. E que tudo ainda por vir, não fique somente em saudades.

Parabéns Juazeiro.

(*) Profissional de Marketing

30 comentários:

Raphael Leal disse...

Olá Marinho,
Bom escrito realizou. Faz um trabalho de Memória sobre as lembranças de seu tempo em Juazeiro. O seu tempo e um pouco das suas paticularidades vividas num perído em era adolescente e percebia as coisas da sociedade juazeirense de uma outra forma.
É verdade, ir á rua(centro) era uma verdadeira aventura. Nossa, também brincávamos nas ruas até mais tarde. Como morava no Castelo Branco, íamos e vínhamos por aquelas quadras, subindo em muros para arrancar goiaba, ouvir os mais velhos tocarem violão e viverem sorrindo. Que saudade mesmo, viu Marinho.
Agora nesse perído em que já sabemos quem são os cavalos corredores para o páreo eleitoral em nossa querida cidade, ficamos meio boquiaerto com as articulações políticas feita. De uma incongruência de pensamento e práticas, mas pela protunidade de ser Poder, os acordos são inveitáveis.
Desculpe a mistureba de idéias postas aqui. É que todo ano eu penso nisso. E depois do que lhe falei mais acima, é que eu fico preocupado com o desenvolvimento dessa cidade. Juazeiro sempre cresceu pouco, nos contentamos ,numa época passada, com pouco. Por isso nossos modelos de políticos nunca serviram à população em geral, apenas a alguns.
Bom, meu caro, parabéns pelo texto e parabéns a Juazeiro. Continue escrevendo. Valeu

Italovsky disse...

Grande Marinho!
Cara, acredito q vc tenha captado e sintetizado a essência da vida em juazeiro nos ultimos 40 anos!
Apesar de ter vivido e acompanhado o desenvolvimento da cidade durante parte desse tempo, sinto-me com um sentimento nostalgico quando vejo os relatos feitos por vc!
É com grande satisfação que registro minhas congratulações a vc que, como ninguém, soube externar todo um sentimento que perpassa a imnfância, juventude e chega a idade adulta!!
Grande abraço!

Anônimo disse...

adorei o texto... e mais uma vez estou aqui para dar meus PARABÉNS.
GRABDE BJO.



AMARALINA PASSOS.

Adalberto C. Mariano disse...

Olá amigo. Li com seu artigo e o parabenizo pela simplicidade com que voce descreveu trechos da sua vida em nossa terra. Embora eu não concorde que Juazeiro seja a cidade que os Juazeirenses merecem. Enquanto Juazeiro cresceu, outras cidades circunvizinhas agigantaram-se. Juazeiro tornou-se uma cidade pequena e voltada pra dentro dela mesma. É lamentável que a visão política dos nossos governantes, quer seja na espera mucipal, estadual e ou federal. Nós temos proporcionalmente uma das maiores bancadas do Brasil, porém isso não é transformado em desenvoolvimento. Hoje voce sabe que a divisa entre Juazeiro e Petrolina é na Ilha do fogo. Pois bem... Ouvi dizer que a placa de divisão será afixada na orla de Juazeiro. Isso quer dizer que Petrolina termina de ganhar a ponte como sendo seu território. É lamentável. amigo me perdoe o desabafo. Tem coisas que só posso falar com quem eu realmente gosto e voce é cara que tenho o maior carinho e admiração. Um grande abraço do amigo de sempre.

Jô Oliveira disse...

Querido Mário, li seu artigo e adorei.
Ai q inveja, c escreve tão bem.
Inveja boa, tá? Quero q faças muito sucesso.

Sabe Mário, vejo o qto és maravilhosa esta cidade, tendo como exemplo,filhos de amigos que partiram em busca de bons colégios e faculdades e que hj,após se formarem , estão de volta , para aqui terem uma vida profissional, uma família, seus filhos.

Sinto q ainda falta a liberdade de expressão e q é uma pena morarmos em um curral, onde se tem q dar satisfações a A e B, pra não ferir sua “conduta”.

Aproveite q ainda é jovem e tens este dom e dê o seu grito de liberdade pra q sirva de exemplo pra esta garotada q está apenas começando e, procura um exemplo a ser seguido...VC.

PARABÉNS PELO TEXTO. SOU SUA FÃ.

BJOS

Jô Oliveira

Rosângela disse...

rsrsrsrsrs...vc lembra disso tudo??? Engraçado...vc não esqueceu de nada!!!
Muito lindo...vc é demais...
Bjsssssssssss
Danda

Patrícia Pergentino disse...

Dindo,
Que texto delicioso!Tudo que vc relatou, tudo isso eu também vivi. Que saudades da pracinha da k-sabor! E o Chá das 5 toda quarta? Ia fugida e meu pai sempre me trazia e botava de castigo.(rs).
O São João c Assisão....Sandro Beker...só vc p lembrar.
Amei seu texto. Vc sabe q sou sua fã.
1 Xêro,
PATY PERGENTINO

Anônimo disse...

Mário...
vc não esqueceu de nada, até da ponte da praça da igreja...rsrsrsr
lindo, lindo, amei...vc é demais....

Danda

Anônimo disse...

Vc não esqueceu de nada...incrível! Até da ponte da praçinha da igreja, rsrsrsrsrsrs
Vc é demais meu amigo lindo e inteligente!!
O texto tá simplesmente lindo!!!
amei...
Danda

arocalli disse...

poeta,

esta cidade merece a palavra a ação e o deleite
não desisto de juazeiro
não comparo juazeiro a petrolina
temos uma identidade gigantesca
forte
parabéns pelo texto
escreva mais sobre nossa cidade
conte as histórias aos pequenos
ela precisa
ela merece
aqui é Angelo Roncalli
abraço fraternal

erika disse...

Marinho, o pouco que vivi com vc ou melhor vocês, me veio agora na cabeça os momentos como se fossem ontem, muito linda a sua saudade, e que detalhes maravilhosos nas suas lembranças...e otexto...hummm muito gostoso de se ler, como todos os outros que vem de você...beijos meu amigo, muita luz sempre!!!!

Lucia disse...

apesar de não conhecê-lo,tive vontade de fazer aqui um comentário, pois você recordou de maneira fiel o Juazeiro que eu também vivi,e isso realmente nos deixa saudosos,pois cutí muito essa época e tenho boas recordações de tudo que você falou, parabéns!!! e vamos lutar para que nossa Juazeiro cresça de maneira decente, pois essa cidade merece galgar um lugar melhor e nós também somos responsáveis por esse crescimento.

Mário Pires disse...

Lúcia, obrigado pela visita e por ter gostado do texto. Vamso lutar sim. Espero que nossa cidade possa crescer mais do que já deveria. Grande abraço. Mário Pires

Wilson Duarte disse...

Parabéns pelo texto. Você nos levou a uma viagem inesquecível no túnel do tempo.
Valeu pela reflexão e pela sinhceridade das letras.

Um grande abraço
Wilson Duarte

Eliasmartonia disse...

Oi Mário,

Que saudades, que saudades....vc fez relembrar um pouco da minha infância e acredito de muitos que leram seu texto. Foi como um filme e uma alegria em ler.....
Lindo texto.
Obrigada.

Abraços
Martonia Elias

Sande disse...

Marinho você conseguiu expressar não só o que você já viveu, e confesso que viajei e relembrei de tudo. Aquela época em juazeiro e no country foi a melhor fase da minha vida e confesso que mesmo longe a mais de 15 anos os únicos amigos que tenho nessa vida são os meus amigos do country, considero todos meus irmãos, ou pelo menos aqueles que até hoje tenho um enorme carinho e amizade. Eu lembro nosso velho time o “Monark” eu acho que era isso. Lembro que por várias vezes ganhamos e vibrávamos com nossas vitórias, enfim eu guardo muitas lembranças daquela época e você amigo conseguiu fazer um resumo de nosso velho Juazeiro que também amo muito, mas infelizmente pela distância e responsabilidades de hoje não consigo ir com tanta freqüência, mas ainda sou novo e o futuro é uma coisa que não podemos prever e quem sabe em futuro próximo retornarei para minha terra onde passarei os últimos anos de minha vida. Deixo aqui um grande abraço e sucesso meu amigo.

Tânia Rosa disse...

Meu poeta sou sua fã...vc é dez!!!!!amei o que vez sobre Júa...

joelson disse...

Joelson disse...
Mário,seus comentários me fez reviver os bons tempos,paresse até que curtíamos juntos né, Parabéns!

Anônimo disse...

belo texto, recheado de detalhes precisos que visualizam cada palavra escrita...
a sensibilidade aflorada em torno de nostalgia faz uma justa homenagem àquela que te acolheu como filho...parabéns , amigo
bjs

Nélia disse...

MÁRIO, MÁRIO, MÁRIO!
EU QUE SOU "BEM MAIS VELHA" QUE VC E VIVÍ MINHA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA EM PETROLINA, FIQUE COM AQUELE SENTIMENTO DE UMA DOCE GOSTOSA SAUDADE DO QUE NÃO VIVI.
SEU ARTIGO É MESMO "SUPIMPA" COMO DIRIAM OS MAIS VELHOS.
PARABÉS!

Lívia Granja disse...

Parabéns Mário!!
É raro encontrar alguém que ainda lembre essa época boa de Juazeiro, vc me surpreendeu com as lembranças, mas é uma pena que o tempo passe, e passe tão depressa, contudo tem que passar mesmo não é!? Só que tem coisas que ninguém deveria mudar na cidade, mas a gente não pode fazer muito...
Lembra quando, trabalhávamos juntos no Diário da Região, na época Jornal de Juazeiro, e ficávamos até tarde elaborando o jornal e aí batia aquela fome e a gente tinha que comprar o lanche no arco da ponte? Ôôô... tempo bom!! Só vc mesmo pra me fazer relembrar esse tempo.
Olha Mário, vc merece toda minha admiração pelo seu trabalho e eu só posso te dizer que, a cada dia conquista o sucesso que merece.
Um bjo grande!! E Parabéns!!
Aproveito para dizer: Parabéns Juazeiro!!

Luciano Lustosa disse...

Parabéns pelo trabalho Marinho. Além de bem escrito, o texto me fez relembrar muitas coisas do meu passado. Forte abraço do seu amigo Luciano Lustosa Maia - "DIDI"

juscileide da silva santana disse...

oi amigo, vc foi muito coerente nas suas palavras.Parabéns!eu também adoro juazeiro,apesar das frequentes mudanças não troco de cidade.apesar de de vc ser soteropolitano tens uma grande paixão por nossa querida juazeiro.

Francisco José disse...

MUITO LEGAL! VOCÊ DESTACOU O JUAZEIRO DE UM NOVO AMANHECER, VAMNOS SONHAR COM ISSO, PORQUE TALVEZ UM DIA EUAINDA VOLTE PATA ESTA CIDADE MARAVILHOSA. O AMANCECER DE UM NOVO DIA É O RECOMEÇO DE UMA LUTA DIÁRIA, EM BUSCA DE VIDA DIGNA, QUALIDADE NESTA VIDA PARA NÓS E PARA OS FILHOS DOS FILHOS DOS NOSSOS FILHOS. GRANDE ABRAÇO, CARA!

juarez.sebastian disse...

Marinho
O portal das suas letras é o meio mais abrangente das suas idéias. Você é corajoso e inteligente. Estou, novamente, satisfeito em ter te descoberto um narrador autêntico dos seus pensamentos depois de tantos anos.
Lembre dos babas do "Rubilan" e não "Monarck" como 'tentou' lembrar Sandoval. Lembre da Festa do Melão, das Gincanas do Edson, dos Caça-virgens, das guerras de tomate em cima dos caminhões da Cica. Da Cica lembre tb do seu apito inconfundível...
Meu amigo velho, eu te saúdo por mais um belo trabalho literário... VIVA JUAZEIRO!!!

Nilda disse...

É, realmente, recordar é viver...e de repentemente vc nos levou nessa viagem, nos tempos maravilhosos, de pureza, bom gosto, em todos os sentidos. Hoje, td mudado.(PRA PIOR). Mexeram em tudo!
Comento seu texto apenas parabenizando pela viagem e saudosismo que nos trouxe, e fico por aqui mesmo, pois se formos detalhar onde mudaram, já seria uma filha da terra rebelde...rs...
Às vezes me pergunto, por que essa "mãe" Juazeiro é melhorzinha com os filhos adotivos...creia, não é ciúme, vc é um "irmãozinho" adorável e muito bem-vindo. A culpa não é mesmo SUA!
Super beijo. Valeu!

Loly disse...

Ficou muito bom!

Anônimo disse...

VC é um verdadeiro artista das palavras, parabéns pelo texto e principalmente por nos fazer refletir sobre a cidade que queremos.
Parabéns!!!

núbia disse...

Quanta emoção garoto! Vc, realmente, foi bem adotado, ama de paixão a sua mãe adotiva, Juazeiro. Não conheço a sua cidade, mas, acredita q deu até pra visualizar toda sua vida? Vc curtiu cada momento e desenvolvimento. Infelizmente, a política acaba estragando tudo, mas nunca, com as lembranças. Grite e lute, pq vc sabe fazer isso muito bem e não lhe falta pessoas que cresceram aí e pensam como vc. Pela milésima vez PARABÈNS!!! Vc tem um talento fora do comum, é muito inteligente e eu, como sempre, orgulhosa deste amigo juazeirense.
Mil beijos!!!

Imaisa disse...

Fiquei com inveja,não conheço Juazeiro,mas pude viajar em seus escritos e amei essa cidade e o tempo bom q vc viveu e vive ai,vc já é um escritor nato e diga-se de passagem um dos melhores!!!! Orgulho da familia,rs!! bjs