sábado, 27 de agosto de 2011

Pra quem pode levantar



Abri teu coração
E conta-me a noite perdida
Faz de mim teu irmão
E da maçã dai-me uma mordida

Do doce azedo sabor
Que a vida lhe conduz
Ergue teu corpo com fervor
No final sempre há uma luz

E se o tempo não for completo
Respeite quem dele usufrui
Amor de mãe vem do feto
Que quando cresce não diminui

E se o amor que sentires
Alguém o desprezar
Choras ao vento, migalhas são fermento
Pra quem quer e ainda pode levantar.

[Mário Pires]

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