segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Chuva ao Nordestino

Foto Alexandro Gurgel


















Chuva ao  Nordestino

(Mário Pires)

Agora que o horizonte se abre
E a chuva aos poucos vai diluindo.
Sinto os pingos a bater no balde.
Devagar, mansinho vou saindo.

Abro a janela e vejo o brilho do sol

Adentrando no céu brilhante,
Entre edifícios, não se vê como antes,
As lindas cores desse arrebol.

O arrastar da porta

Anuncia a nova aparição
Chão molhado bate fora
Esperança bate no coração

E na mão o chapéu de palha

O homem “menino” vê a lagrima escorrendo no peito
- Deus meu Pai, Nosso Senhor, Ave Maria!
Como o tempo ensina a esse sujeito.

- Acredito na fé, no amor e na alegria,

De que tudo pode mudar.
Sou pobre de paciência, carente de clemência,
Mas basta o Senhor comigo falar.

- E mostrar que o tempo não tem dono,

Que mesmo em completo abandono, sem nada dizer ou escutar,
Sou capaz de encontrar uma chuva,
No meio do mato, na reta ou na curva, e nela me molhar.


Um comentário:

Das coisas que vejo e gosto. disse...

Oi Mário!

Lindo o poema.

Aqui no Maranhão a chuva não dá sinal. Espero ela cair pra encher as lagoas, açudes, amenizar a seca, encher os Lençóis Maranhenses que secaram devido longo período de seca.

Espero a chuva...

Beijos

Selma